Como ler ou contar uma historinha em 12 passos

Público alvo: 0-6 anos

Contar historinha ou mesmo ler uma historinha para um grupo de pequenos pela primeira vez nunca é fácil. Em uma segunda língua então! Aliás, nada com eles é muito fácil se não estivermos minimamente preparados. E a verdade é que contação de história tem um efeito mágico com os pequenos. Eles costumam gostar muito e se envolvem de verdade. Então, não dá para deixar de fazer isso só porque não temos lá muito jeito ou porque não sabemos como fazer. Aqui vão algumas estratégias que costumam funcionar mesmo com os mais introvertidos. Certamente vai ajudar você sair de sua Zona de conforto com algum conforto. Depois é só se descobrir.

Vamos aos passos!

  1. Leia e releia a historinha para você mesmo em voz alta – Apenas para se acostumar com ela e com as nuances de sua voz.
  2. Sublinhe todas as palavras de movimento – palavras como andar, correr, pular, comer.
  3. Circule todas as palavras relacionadas aos nossos 5 sentidos – cheiro bom, fruta gostosa, pelo macio…
  4. Destaque as palavras que carregam emoção – chorar, sorrir, cantar, entristecer, gritar…
  5. Agora conte a historinha (com breves olhadelas no texto) para si mesmo fazendo a mímica das palavras sublinhadas e instigando os ouvintes com as palavras circuladas e destacadas. Teatralize e dê oportunidade para sua audiência fictícia teatralizar.
  6. Aumente e baixe a voz ao longo da história. Faça isso com os momentos das palavras destacadas.
  7. Sempre que fizer uma teatralização dê um tempo para os ouvintes anteciparem o que vem na história. Incite-os a isso. Se tiver imagem, deixe que eles vejam e digam o que pode vir.
  8. Sua expressão facial e tom de voz importam. Não grite, mas também não fale muito baixo.
  9. Sua postura e posição importam. Mantenha uma boa postura e posicione-se de modo que possa ser bem visto e ouvido.
  10. Interaja com os pequenos ao longo da contação, mas não a ponto de eles se perderem ou de virar uma bagunça. Faça perguntas relacionadas com a historinha que instiguem a curiosidade deles e a vontade de participar e prestar atenção.
  11. Ofereça algo para eles levarem sobre a historinha. Um craft, uma página para colorir…
  12. Sorria! Sua audiência é dura, mas é doce. A primeira vez é sempre um desafio, mas se você tentou já tem um diferencial. Quem sabe fará uma redescoberta de si mesmo.

Para além disso vale assistir videos de contação de história no youtube em sua língua alvo. Há muitos profissionais contadores de história por lá. Há os mais loucos, palhaços e os mais moderados. Porém todos eles conseguem com seus estilos manter a audiência atenta.

Veja o vídeo abaixo para começar com algumas técnicas para bebês.

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Ler faz bem: leitura na infância

‘Cria-se o gosto pela leitura não mandando ler, mas lendo’  

– Rubem Alves 

A leitura desde a primeira infância

O incentivo à leitura deve, ou pelo menos pode, acontecer desde muito cedo, desde quando os pais esperam o bebê que cresce e se desenvolve no ventre da mãe.

Tempo junto

Isso porque a leitura requer respeito a tempo, rotina, dedicação, curiosidade, envolvimento, amor e paciência. Em princípio o ato de ler deve ser feito de forma espontânea, porque se deseja ler e não porque se deve ler. Então, para os pais que não gostam de ler, mas que estão à espera de um bebê e desejam que ele usufrua do bom hábito da leitura, eu sugiro um pequeno esforço. Valerá a pena!

As exigências feitas pelo ato de ler (tempo, rotina, dedicação, curiosidade, envolvimento, amor e paciência) durante a gravidez, são também o início do exercício do ato diário de educar que todo pai e mãe amoroso deseja ser capaz de conseguir realizar. Educar como todos sabemos não é fácil e não é tarefa da escola apenas.

Educação através da leitura

Mas, porque a leitura? A leitura é um exercício passivo de educação. Quando quem lê é a mãe para o seu bebê no ventre, todo o processo de leitura poderá ser sentido pelo bebê. Toda a rotina da leitura será seguida. Desde o sentar, o respirar, o pausar, até o pensar. Isso porque o corpo reage a esse momento e o bebê vive aquilo juntamente com a mãe.

Se a mãe faz leitura silenciosa esse processo será silencioso para o bebê também e mesmo assim ele sentirá o estado da leitura. Se ela lê para o seu bebê em voz alta, ele sentirá a vibração de sua voz, dos sons das palavras, e acompanhará a leitura. Isso vale também para o pai. Mesmo que ele não o carregue em seu ventre, a voz do pai também emite vibrações que serão sentidas e reconhecidas pelo bebê.

A leitura é um ato lindo de reconhecimento e envolvimento familiar, além de todos os outros atos de amor a que os pais podem se dedicar.

Podemos fazer algo?

Quem vai ler pra mim? é um blog que sugere a leitura para pequenos, mas que em momento algum assume que a leitura seja única forma de se conectar com seus pequenos e ensinar-lhes algo. Certamente há muitas outras coisas que podemos fazer como jogos em família, brincadeiras em áreas livres, tempo junto… A matemática é simples: se podemos fazer algo de bom pelos nossos filhos, que o façamos! Vamos  às dicas.

#Rotina

Depois que o bebê nasce, a manutenção de uma rotina de leitura ajudará a criança a conectar todas aquelas sensações de leitura ao novo mundo que se abre para ela; e ajudará os pais no processo de educação e ensinamento para viver e sobreviver a este  mesmo mundo. Crianças precisam de rotina. Apesar de muitos acharem isso uma bobagem, o fato é que não é. Isso porque o corpo e a mente humana operam a partir de rotinas. É assim desde criança e até envelhecermos.

Estabelecer rotinas desde cedo é o primeiro ato de educação que fazemos com as crianças. É nossa primeira batalha no ato de educar para a vida. Aos poucos elas e seus corpos vão entendendo que existe hora de mamar, de acordar, de dormir, de ir ao banheiro, de brincar, de falar…  No início tudo é caos. Tudo é tudo a toda a hora e os pais seguem a rotina natural do bebê e sofrem todo o cansaço e exaustão até que consigam com que o bebê entenda a dinâmica das rotinas. Então com o tempo existirá hora de dormir, de acordar, de comer, de ir ao banheiro, de tomar banho, de brincar, de silenciar… Feito isso, outras e outras necessidades de rotinas aparecerão.

Os pais que fogem a essa regra de determinar rotina precisarão de muita sorte para não terem problemas mais tarde. Afinal filho é para a vida toda. É preciso disciplina porque o bebê é o grande mestre nisso tudo. Com a chegada de uma criança todos serão envolvidos em novos processos de aprendizado e de rotina. Ser pai e mãe é passar por tudo isso com alegria e amor no coração, mas não necessariamente sem dor.

O ato de ler para a criança ajuda no estabelecimento dessas rotinas. Pelo menos das rotinas mais abstratas como o silenciar, respirar, prestar atenção, questionar, parar por um tempo, pensar, dormir, sonhar… Essas rotinas livrarão crianças e pais da exposição exaustiva à televisão ou internet e permitirão uma interação mais significativa e afetiva uns com os outros.

A hora da leitura é a hora de uns para os outros. Desligue a televisão, o computador, abra o livro e faça disso uma rotina. Com o tempo, a criança perceberá essa rotina e entenderá o que deve vir antes, durante e depois dela.  Entenderá que silêncio não é algo estranho e perigoso.

Muitos pais optam por fazerem atividades pré leituras que seguirão a rotina, como tomar banho, jantar e então ir para a cama e fazer a leitura. Como atividades pós leitura geralmente (se a criança ainda está acordada) vem as perguntas e respostas e finalmente o beijinho de boa noite. O estabelecimento de horas é importante. Isso também deve ser feito rotineiramente. A leitura pode ser estabelecida para todas as noites antes de dormir, ou três vezes por semana, ou apenas uma vez ao mês, mas precisa se transformar em rotina. Lembre-se, crianças precisam de rotina.

Se os pais têm tempo com as crianças durante o dia, outras atividades ligadas à leitura podem ser feitas. A quebra da rotina pode e deve ser feita, evidentemente, mas sempre com um objetivo. Pode se tornar interessante e até atrativo para a criança saber que a rotina foi quebrada para que outra coisa, não rotineira acontecesse, como a visita a um familiar, um passeio, uma festinha, uma brincadeira, um deixa pra lá…

Livros, e-livros, jogos ou aplicativos?

Fica pra um próximo post. Mas, o que você acha?

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