Fábula: a lebre e a tartaruga

Fábulas e brincadeiras

*Ideias e sugestões
*as ideias e sugestões abaixo podem ser adaptadas para qualquer língua alvo. O objetivo é sempre fazer da leitura algo que se conecta significativamente com o mundo da criança. Com as coisas que ela pode ver, ouvir e tocar. Para versão em inglês clique aqui.

Idade: 3 a 6 anos

Apelo: fábula. Animais como personagens. Fantasia e reviravolta. Humor.

Para dentro de sala

Vocabulário:

  • substantivo comum (animais: lebre e tartaruga) – faça um jogo de forca com as palavras antes de contar a fábula. Diga apenas que são animais. Para crianças alfabetizadas. OU encha um balão com as letras de uma palavra (lebre) separadas e outro balão com as letras da outra palavra (tartaruga). As crianças tem de correr estourar o balão, formar as palavras e pegare a figura correspondente. Se tiverem se alfabetizando, entre na brincadeira com elas. AINDA, encha uma bacia com espuma e jogue letrinhas de plástico ou EVA lá dentro. Deixe a criança se divertir tentando achar as letrinhas.
  • adjetivos comparativos opostos (rápido-lento, longe-perto, sonolento-esperto) – Cante uma palavra bem alto e peça para as crianças correrem para o círculo onde está o animal com a característica cantada OU cante uma palavra e as crianças devem cantar o oposto da palavra e correr para o círculo onde está o animal ou a figura com a característica oposta.

Letras e sons: consoantes L e T ; vogais A e E. Leve massinha de modelar com palitinhos (sem pontas) para as crianças. Peça para elas desenharem as letras e colocarem as figuras dos animais ao lado delas. OU peça para elas apenas formarem as letras. OU AINDA você pode fazer como sugerem as atividades nas imagens aqui no pinterest e aqui

Número: 2(dois animais) e 4 (quatro patas) – pergunte para as crianças que animais com 2 patas elas conhecem e que animais com 4 patas. Elas tem de ser rápidas. Peça para elas colorirem os seus favoritos. Faça um poster com a imagem de animais com duas e quatro patas. Dê à criança palitinhos de picolé para ela colocar a quantidade certa de palitinhos ao lado dos animais. (animais bípedes aqui)

Cores: cores quentes x cores frias: a cor dos animais (tartaruga – verdes claro e escuro; lebre-marrons claro e escuro). Descubra mais e explore essa ideia com seus pequenos aqui. Faça dois círculos no chão e ponha o desenho de um floco de neve num e de uma fogueira noutro. Distribua miniatura de animais dessas que vendem em lojas de departamentos e brinquedos. Peça para as crianças colocarem os animais nos círculos de acordo com suas cores; OU cante o nome de um animal e peça para as crianças correrem para o círculo onde o animal deve estar de acordo com sua cor. PARA OS BEM PEQUENINOS dê a imagem dos animais com suas cópias para colorir em outro papel. Deixe-as colorir igual à imagem colorida.

Desenhos e formas:  aprenda desenhar a lebre e a tartaruga e surpreenda seus pequenos. Faça um jogo do adivinha que bicho é.

Curiosidade: lebres não são coelhos. Pesquise a diferença com seus pequenos aqui na britannica online..

Ciência: mamíferos (lebres e coelhos) versus répteis (tartarugas). Distribua massinhas de modelar e peça para as crianças esculpirem seus mamíferos e répteis favoritos.

Geografia: onde vivem as tartarugas? E as lebres? Convide os pequenos a darem seus palpites e fazerem uma pesquisa rápida para ver se estavam certos.

Para além dos muros

Realize: faça um passeio ao zoológico para encontrar esses animais. Convide as crianças a perguntarem a seus próximos (na escola, no zoo ou em casa) quem já viu de perto, tocou ou comeu uma lebre ou uma tartaruga.

Artesanato-craft: tartarugas com garrafas pet  para fazer no quintal de casa com os pequenos, ou no parque (pátio) da escola ou na área livre do condomínio. Fazer e expor. Ou ainda, faça como na figura ao lado.

Como nos velhos tempos: para liberar de vez a energia da criançada

Brincar de *CABRA CEGA (que nesse caso será A LEBRE CEGA)

a lebre cega
brincadeira de roda “a lebre cega”

Um grupo dá as mãos e forma uma roda. Escolhe-se a A LEBRE CEGA, que ficará no centro da roda. A A LEBRE CEGA tem seus olhos vendados e uma pessoa a rodará 25 vezes, fazendo com que ela fique zonza. A função da LEBRE CEGA é pegar uma pessoa da roda, que estará em movimento, e dizer seu nome.
Lembrando que em nenhum momento os componentes da roda podem soltar as mãos. A pessoa que foi tocada pela LEBRE CEGA é obrigada a deixar que a A LEBRE CEGA apalpe seu corpo todo. Se a LEBRE CEGA errar o nome da pessoa, continua a brincadeira. Quem for descoberto, é a nova LEBRE CEGA.

*adaptado do blog jogos e brincadeiras

A fábula

A lebre e a tartaruga

A Lebre e a Tartaruga é uma fábula atribuída a Esopo e recontada por Jean de La Fontaine.

Certo dia, a lebre que era muito convencida, desafiou a tartaruga para uma corrida, argumentando que ela era mais rápida e que a tartaruga nunca a venceria. A tartaruga começou a treinar enquanto a lebre esperava e não fazia nada. Chegou o dia da corrida. A lebre e a tartaruga colocaram-se nos seus lugares e, após o sinal, partiram. A tartaruga estava correndo o mais rápido que conseguia, mas rapidamente foi ultrapassada pela lebre, que percebendo já estar a uma longa distância da sua concorrente, deitou-se e dormiu. Enquanto a lebre dormia, não se dava conta que a tartaruga se ia aproximando mais rapidamente da linha de chegada. Quando acordou, a lebre, horrorizada, viu que a tartaruga estava muito perto de ganhar a corrida. Assim, a lebre começou a correr o mais depressa que pode, tentando, a todo o custo ultrapassar a tartaruga. Mas não conseguiu. Quem ganhou a corrida? Qual a moral da história?

É isso! Leia para seus pequenos. Ler é muito mais que um piscar d’olhos!
Quem vai ler pra mim?

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A dona aranha: para cantar e contar

Idade: 4-5 anos

A dona aranha – A historinha

itsy-bitsy-spider-circle-1“Era uma vez uma aranha que queria subir no alto de uma casa bem grande. Ela olhou para cima e viu que conseguiria se fosse bem rápida com suas perninhas. Então ela começou a subir, subir, subir… De repente ela ouviu um barulho vindo do céu. “O que será isso?” Pensou a aranha. Mas logo ela viu que vinha uma chuva bem forte e quando a chuva chegou, ela caiu – despencou de lá de cima. A dona aranha olhou para o chão onde estava e olhou novamente para o muro da casa. Ela estava determinada a chegar lá em cima e não era a chuva que a iria impedir. Ela ia esperar a chuva passar. Esperou, esperou…e foi então que a chuva passou; o sol surgiu brilhante e ela teimosa que era voltou a subir, subir, subir…Você acha que ela conseguiu chegar lá em cima?”

Atividades sequenciais – follow up activities

Material para imprimir

  1. PPT para apresentação em sala de aula
  2. Circle activity
  3. Coloring
  4. Craft
  1. Colorir a historinha e contar para alguém em casa.
  2. Usar massinha de modelar para criarem suas aranhas e fazerem uma exposição onde darão nomes e as poderão descrever com cores e tamanho.
  3. Para quem tem mais tempo com a criançada dá pra entra r na onda do maker movement e deixar seus aluninhos construírem a historinha com massinha de modelar. Mais sobre o maker movement e efl aqui
  4. Fazer uma aranha em papel cartão e brincar de ‘onde está a aranha?’ ’em cima, embaixo’ com ela (0n-under) – atividade em pares.
  5. Usar a dona-aranha de feltro como batata quente para responder perguntas sobre cores, números, vocabulário …
  6. Dança da cadeira com a dona-aranha. Colocar a dona-aranha em uma das cadeiras da dança e quem sentar nessa cadeira quando a música parar deverá responder uma pergunta. Nesse jogo ninguém perde porque mesmo que a criança não saiba responder ele terá o direito de pedir help e deixar quem sabe ajudá-lo.
  7. Atividade auditiva 1-listening activity: a criança recebe um quadro com os elementos da história (aranha, casa, chuva, sol e outros que não estão na história) e deve circular apenas aqueles que ouvirem você dizer.
  8. Atividade auditiva 2 – listening activity :On or under? – os alunos recebem uma grade com imagens da a aranha em cima ou embaixo de diversos objetos já conhecidos por eles e eles devem circular ou colorir apenas o que você pedir.

*Ted Talks sobre story telling aqui * Story telling in the classroom aqui

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The Elephant in the Classroom

Público alvo: 6-8 anos | simulacão | story building

Hey!

Forget about the legendary elephant in the classroom. Aquele que não servia para nada a não ser ocupar espaço e atrapalhar a gente. Já pensou em trazer um convidado inusitado e imaginário para a sala e se divertir com seus pequenos? Se não, vale a pena arriscar. Eu levei um pink elephant. Deixa eu contar.

Meu primeiro contato com storytelling, nesse caso mais uma story building, para pequenos em sala de aula foi com uma turma de alunos de 7 a 8 anos de idade – enquanto trabalhava na cultura Inglesa em Manaus. Eu havia começado a trabalhar. Era na verdade meu primeiro emprego formal como professora de língua inglesa. Eu tinha quase 19 anos. Foi totalmente inusitado e improvisado.

A turma era pequena. Nesse dia foram apenas 5 alunos. Era um dia de muita chuva. Eu havia feito um plano de aula normal que deveria ser apresentado à coordenadora antes de entrar em aula, mesmo que não fosse dia de observação. Era só um jeito de nos ajudar a melhorar nosso plano. Tudo corria bem até que após o listening uma das atividades foi um fracasso total. Pequenos brilhantes de 7 e 8 anos desinteressados, bagunçando geral e sem ânimo para colaborar com meus planos. Desespero! Ainda bem que não era dia de observação!  O que fazer? Tive na hora um insight. Eram crianças, gostavam de brincar (apesar de eu já ter tentado as brincadeiras do meu plano). O que me restava fazer? Brincar ainda mais! Mas de quê? Com o quê? Foi então que eu decidi trazer um elefante para sala de aula. Sim! Um elefante.

Na atividade de listening que havíamos feito havia os sons de alguns animais, mas não havia o de um elefante. Além disso o que os alunos deveriam aprender nesse dia era ‘would you like to’ com a lição ‘would you like to come to the zoo with me?’. Acho que era isso. Foi por meio disso que o elefante me veio à mente assim tão repentinamente. Eu disse aos pequenos que tinha um elefante lá fora “There’s an elephant outside. Can you hear it?” e então abri a porta e fingi colocar um elefante para dentro com todas as dificuldades reais. Eles ficaram parados e com olhos sorridentes. Lembro-me como se fosse hoje. Não acreditavam que eu estava fazendo aquela besteira, imagino.

How was it? Let me tell!

Foi algo parecido com isso que a minha memória me permelephant-1427044143fsgitiu guardar e descrever aqui.

“Come in! Come in! Hey everyone, do you like my elephant? It is big and beautiful. Isn’t it? What color is it?”, this I asked and they started saying colors. “It is not white, nor black or green. It is pink”. They all exclaimed ‘pink, teacher!’ and laughed. “Yes! Pink! I have a pink elephant”. They laughed again. “Would you like to come and ride my elephant?” They did not understand. Then I pretended that I was riding a big fat elephant and they soon started saying “Me, teacher! Me!” I was shocked. They were finally paying attention to what I was saying and more, they were willing to participate. It was this way that I got them to come ride my elephant and invite others to come with them by saying “would you like to ride my elephant?” While others would say “yes, I would” and come also pretending they were riding a big fat elephant. It was funny and remarkable. I never forgot their enthusiasm and how naturally they were saying “would you like to ride my elephant? Yes, I would!”

Simulating technique – the pink elephant

O que tudo isso me ensinou? Acima de tudo esta experiência me ensinou a simular. Simular algo em sala de aula para ilustrar  uma história que se constrói no ato da fala. É criativo, é despojado, é imprevisível e acima de tudo significante na medida em que vira memória compartilhada. É uma técnica que vale a pena ser aprendida e usada por pais e professores. Não se trata de mentir e inventar história para os pequenos. Nossos pequenos sabem que se trata de algo imaginário e por isso mesmo entram na brincadeira.

O que eu faria se fosse hoje?

Well, faria tudo de novo (já fiz). Não o plano A, exatamente, a improvisação que deu certo. Dessa vez, porém, com preparo especial. E certamente torcendo para dar certo novamente. Como saber sem experimentar, não é? Incluiria pequenas atividades de follow-up mantendo o elephant e tudo que a imaginação deles (os pequenos) permitisse. E mais importante, lembrando sempre de que o principal sucesso dessa ideia foi o quebra-gelo e o envolvimento da turma – o que fez todo o resto fluir. Você pode fazer o download do plano aqui.

Atividades possíveis:

  • color the elephant your favorite color.
  • name your elephant. Share with classmates (mingle). Find similar names.
  • which other animal do you see in the classroom?
  • where is this [animal]?
  • there is a… on my desk.
  • would you like to bring another animal to class? Draw it and find a similar one in class.
  • draw and share where you see the elephant now.
  • what’s the elephant doing now? Tell your friend.
  • and so on depending o the lesson target.

E então? Quer trazer um convidado para sua próxima aula? Ou para seu próximo encontro com seus pequenos em casa? Por que não, né?

P.s: dedico este post especialmente a querida Kesa Leth (em memória) que durante um peer-observation nessa mesma turma ensinou-me a melhorar minhas instruções para os pequenos, coisa que nunca mais esqueci; e à Rina Barreiro que ao receber meus planos de aula sempre sabia como ativar meu pensamento crítico e senso de planejamento. Obrigada!

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Como ler ou contar uma historinha em 12 passos

Público alvo: 0-6 anos

Contar historinha ou mesmo ler uma historinha para um grupo de pequenos pela primeira vez nunca é fácil. Em uma segunda língua então! Aliás, nada com eles é muito fácil se não estivermos minimamente preparados. E a verdade é que contação de história tem um efeito mágico com os pequenos. Eles costumam gostar muito e se envolvem de verdade. Então, não dá para deixar de fazer isso só porque não temos lá muito jeito ou porque não sabemos como fazer. Aqui vão algumas estratégias que costumam funcionar mesmo com os mais introvertidos. Certamente vai ajudar você sair de sua Zona de conforto com algum conforto. Depois é só se descobrir.

Vamos aos passos!

  1. Leia e releia a historinha para você mesmo em voz alta – Apenas para se acostumar com ela e com as nuances de sua voz.
  2. Sublinhe todas as palavras de movimento – palavras como andar, correr, pular, comer.
  3. Circule todas as palavras relacionadas aos nossos 5 sentidos – cheiro bom, fruta gostosa, pelo macio…
  4. Destaque as palavras que carregam emoção – chorar, sorrir, cantar, entristecer, gritar…
  5. Agora conte a historinha (com breves olhadelas no texto) para si mesmo fazendo a mímica das palavras sublinhadas e instigando os ouvintes com as palavras circuladas e destacadas. Teatralize e dê oportunidade para sua audiência fictícia teatralizar.
  6. Aumente e baixe a voz ao longo da história. Faça isso com os momentos das palavras destacadas.
  7. Sempre que fizer uma teatralização dê um tempo para os ouvintes anteciparem o que vem na história. Incite-os a isso. Se tiver imagem, deixe que eles vejam e digam o que pode vir.
  8. Sua expressão facial e tom de voz importam. Não grite, mas também não fale muito baixo.
  9. Sua postura e posição importam. Mantenha uma boa postura e posicione-se de modo que possa ser bem visto e ouvido.
  10. Interaja com os pequenos ao longo da contação, mas não a ponto de eles se perderem ou de virar uma bagunça. Faça perguntas relacionadas com a historinha que instiguem a curiosidade deles e a vontade de participar e prestar atenção.
  11. Ofereça algo para eles levarem sobre a historinha. Um craft, uma página para colorir…
  12. Sorria! Sua audiência é dura, mas é doce. A primeira vez é sempre um desafio, mas se você tentou já tem um diferencial. Quem sabe fará uma redescoberta de si mesmo.

Para além disso vale assistir videos de contação de história no youtube em sua língua alvo. Há muitos profissionais contadores de história por lá. Há os mais loucos, palhaços e os mais moderados. Porém todos eles conseguem com seus estilos manter a audiência atenta.

Veja o vídeo abaixo para começar com algumas técnicas para bebês.

Leia também:

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Ler faz bem: leitura na infância

‘Cria-se o gosto pela leitura não mandando ler, mas lendo’  

– Rubem Alves 

A leitura desde a primeira infância

O incentivo à leitura deve, ou pelo menos pode, acontecer desde muito cedo, desde quando os pais esperam o bebê que cresce e se desenvolve no ventre da mãe.

Tempo junto

Isso porque a leitura requer respeito a tempo, rotina, dedicação, curiosidade, envolvimento, amor e paciência. Em princípio o ato de ler deve ser feito de forma espontânea, porque se deseja ler e não porque se deve ler. Então, para os pais que não gostam de ler, mas que estão à espera de um bebê e desejam que ele usufrua do bom hábito da leitura, eu sugiro um pequeno esforço. Valerá a pena!

As exigências feitas pelo ato de ler (tempo, rotina, dedicação, curiosidade, envolvimento, amor e paciência) durante a gravidez, são também o início do exercício do ato diário de educar que todo pai e mãe amoroso deseja ser capaz de conseguir realizar. Educar como todos sabemos não é fácil e não é tarefa da escola apenas.

Educação através da leitura

Mas, porque a leitura? A leitura é um exercício passivo de educação. Quando quem lê é a mãe para o seu bebê no ventre, todo o processo de leitura poderá ser sentido pelo bebê. Toda a rotina da leitura será seguida. Desde o sentar, o respirar, o pausar, até o pensar. Isso porque o corpo reage a esse momento e o bebê vive aquilo juntamente com a mãe.

Se a mãe faz leitura silenciosa esse processo será silencioso para o bebê também e mesmo assim ele sentirá o estado da leitura. Se ela lê para o seu bebê em voz alta, ele sentirá a vibração de sua voz, dos sons das palavras, e acompanhará a leitura. Isso vale também para o pai. Mesmo que ele não o carregue em seu ventre, a voz do pai também emite vibrações que serão sentidas e reconhecidas pelo bebê.

A leitura é um ato lindo de reconhecimento e envolvimento familiar, além de todos os outros atos de amor a que os pais podem se dedicar.

Podemos fazer algo?

Quem vai ler pra mim? é um blog que sugere a leitura para pequenos, mas que em momento algum assume que a leitura seja única forma de se conectar com seus pequenos e ensinar-lhes algo. Certamente há muitas outras coisas que podemos fazer como jogos em família, brincadeiras em áreas livres, tempo junto… A matemática é simples: se podemos fazer algo de bom pelos nossos filhos, que o façamos! Vamos  às dicas.

#Rotina

Depois que o bebê nasce, a manutenção de uma rotina de leitura ajudará a criança a conectar todas aquelas sensações de leitura ao novo mundo que se abre para ela; e ajudará os pais no processo de educação e ensinamento para viver e sobreviver a este  mesmo mundo. Crianças precisam de rotina. Apesar de muitos acharem isso uma bobagem, o fato é que não é. Isso porque o corpo e a mente humana operam a partir de rotinas. É assim desde criança e até envelhecermos.

Estabelecer rotinas desde cedo é o primeiro ato de educação que fazemos com as crianças. É nossa primeira batalha no ato de educar para a vida. Aos poucos elas e seus corpos vão entendendo que existe hora de mamar, de acordar, de dormir, de ir ao banheiro, de brincar, de falar…  No início tudo é caos. Tudo é tudo a toda a hora e os pais seguem a rotina natural do bebê e sofrem todo o cansaço e exaustão até que consigam com que o bebê entenda a dinâmica das rotinas. Então com o tempo existirá hora de dormir, de acordar, de comer, de ir ao banheiro, de tomar banho, de brincar, de silenciar… Feito isso, outras e outras necessidades de rotinas aparecerão.

Os pais que fogem a essa regra de determinar rotina precisarão de muita sorte para não terem problemas mais tarde. Afinal filho é para a vida toda. É preciso disciplina porque o bebê é o grande mestre nisso tudo. Com a chegada de uma criança todos serão envolvidos em novos processos de aprendizado e de rotina. Ser pai e mãe é passar por tudo isso com alegria e amor no coração, mas não necessariamente sem dor.

O ato de ler para a criança ajuda no estabelecimento dessas rotinas. Pelo menos das rotinas mais abstratas como o silenciar, respirar, prestar atenção, questionar, parar por um tempo, pensar, dormir, sonhar… Essas rotinas livrarão crianças e pais da exposição exaustiva à televisão ou internet e permitirão uma interação mais significativa e afetiva uns com os outros.

A hora da leitura é a hora de uns para os outros. Desligue a televisão, o computador, abra o livro e faça disso uma rotina. Com o tempo, a criança perceberá essa rotina e entenderá o que deve vir antes, durante e depois dela.  Entenderá que silêncio não é algo estranho e perigoso.

Muitos pais optam por fazerem atividades pré leituras que seguirão a rotina, como tomar banho, jantar e então ir para a cama e fazer a leitura. Como atividades pós leitura geralmente (se a criança ainda está acordada) vem as perguntas e respostas e finalmente o beijinho de boa noite. O estabelecimento de horas é importante. Isso também deve ser feito rotineiramente. A leitura pode ser estabelecida para todas as noites antes de dormir, ou três vezes por semana, ou apenas uma vez ao mês, mas precisa se transformar em rotina. Lembre-se, crianças precisam de rotina.

Se os pais têm tempo com as crianças durante o dia, outras atividades ligadas à leitura podem ser feitas. A quebra da rotina pode e deve ser feita, evidentemente, mas sempre com um objetivo. Pode se tornar interessante e até atrativo para a criança saber que a rotina foi quebrada para que outra coisa, não rotineira acontecesse, como a visita a um familiar, um passeio, uma festinha, uma brincadeira, um deixa pra lá…

Livros, e-livros, jogos ou aplicativos?

Fica pra um próximo post. Mas, o que você acha?

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