Bilinguísmo em crianças pequenas: separando fato de ficção

Hannen Center
por Lauren Lowry (versão em português Suelen Viana)Hanen Certified SLP and Clinical Staff Writer

Nota: “bilingue” refere-se a alguém que fala duas línguas; monolíngue refere-se a alguém que fala uma língua. Versão original em inglês aqui.

Os fatos: O que sabemos sobre bilinguismo

Nosso mundo está se tornando cada vez mais multilingue. Considere algumas das seguintes estatísticas:

No Canada….

  • 11.9 % da população fala outra língua além do Inglês ou francês em casa (1). Em Toronto, 31% da população fala uma língua além do inglês ou francês em casa (2).

Nos Estados Unidos….

  • 21% das crianças em idade escolar (entre 5-17) fala uma língua além do inglês em casa (3). Este número está  Este número deverá aumentar nos próximos anos (4).

Mundialmente, estima-se que…

  • haja  mais falantes de inglês como segunda língua do que falantes nativos (5).
  • haja tantas crianças bilingues quanto há crianças monolíngues (10).

Essas tendências significam que muitas crianças estão sendo criadas como bilingues. Algumas vezes o bilinguismo é uma necessidade, uma vez que os pais da criança podem não ser fluentes na língua majoritária (dominante) falada na comunidade. Portanto, a criança pode aprender uma língua em casa e outra na escola. Mas, algumas vezes o bilinguismo é uma escolha e os pais podem desejar expor seus filhos a outra língua, mesmo se eles próprios não falarem uma segunda língua. Isso pode se dever aos muitos benefícios de ser bilingue.

 Benefícios do Bilinguismo

  • Crianças bilingues são mais capazes de focar atenção em informação relevante e ignorar distrações (7, 8). Para mais informações clique aqui para nosso artigo “Are Two Languages Better Than One?”.
  • Indivíduos bilingues tem mostrado ser mais criativos e melhores em planejamento e solução de problemas complexos do que indivíduos monolíngues (9, 10).
  • Os efeitos do envelhecimento no cérebro de adultos bilingues são menores (7).
  • Em um estudo, o início da demência foi adiada em 4 anos em indivíduos bilingues em comparação com indivíduos monolíngues com demência (10).
  • Indivíduos bilingues tem maior acesso a pessoas e recursos (9).
  • No Canada, taxas de emprego são maiores para indivíduos bilingues em francês e inglês do que para indivíduos monolíngues (7).
  • Canadenses que falam ambas as línguas oficiais tem uma renda media de aproximadamente 10% maior do que aqueles que falam apenas inglês, e 40% maior do que aqueles que falam apenas francês (7).

As vantagens cognitivas do bilinguismo (ex. com atenção, solução de problemas etc) parecem estar relacionadas com a proficiência de um indivíduo em suas línguas (10). Isso significa que quanto mais proficiente uma pessoa é em suas línguas, mais ela se beneficiará (cognitivamente) de seu bilinguismo.

Como crianças aprendem mais de uma língua

A aquisição bilingue pode acontecer em uma de duas maneiras:

  1. Aquisição simultânea ocorre quando uma criança é criada bilingue desde o nascimento, ou quando a segunda língua é introduzida antes dos três anos de idade (10). Crianças que aprendem duas línguas ao mesmo tempo passam pelos mesmo estágios de desenvolvimento que as crianças que aprendem apenas uma língua. Enquanto crianças bilingues podem começar falar um pouco mais tarde que crianças monolíngues, elas ainda começam a falar dentro do normal (11). Desde o início do aprendizado linguístico, bilingues simultâneos parecem adquirir duas línguas separadas (10). Logo no início, eles são capazes de diferenciar suas duas línguas e tem mostrado mudar de línguas de acordo com seus interlocutores (ex. falam francês a pais falantes de francês, depois mudam para inglês com um dos pais falantes de inglês) (12,13)
  2. Aquisição sequencial ocorre quando a segunda língua é introduzida depois que a primeira língua está bem estabelecida (geralmente depois dos três anos de idade). As crianças podem experimentar a aquisição sequencial se elas imigrarem para um país onde uma língua diferente é falada. O aprendizado sequencial pode também ocorrer se a criança fala exclusivamente sua língua herdada em casa até começar a escola, quando a instrução é oferecida em uma língua diferente.

Uma crianças que adquire uma segunda língua nessas condições geralmente experimenta o seguinte: (10)

  • inicialmente, ela poderá usar sua língua falada em casa por um breve período.
  • Ela pode passar por um período ‘silencioso’ ou ‘não-verbal’ quando ela for exposta pela primeira vez à segunda língua. Isso pode durar desde uma semana até muitos meses, e é muito provavelmente um tempo em que a criança constrói seu entendimento da língua (14). Crianças mais jovens usualmente permanecem nessa fase por mais tempo que crianças mais velhas. As crianças podem contar com gestos nesse período e usar poucas palavras na segunda língua.
  • Ela vai começar usar frases curtas ou imitativas. A criança pode usar rótulos de uma palavra ou memorizar frases como “Não sei” ou “O que é isso?”. Essas sentenças não são constructos do vocabulário da própria criança ou conhecimento da língua. São simplesmente frases que ela tem escutado e memorizado.
  • Finalmente, ela vai começar a produzir suas próprias frases. Essas frases não são inteiramente memorizadas e incorporam alguns de seus vocabulários aprendidos recentemente. A criança pode usar uma “formula” no início quando estiver construindo sentenças e inserir suas próprias palavras em uma frase comum como “Eu quero…” ou “Eu faço…”. Com o tempo, a criança se torna mais e mais fluente, mas continua a fazer erros gramaticais ou produzir sentenças que soam abreviadas porque lhe faltam algumas regras gramaticais (ex. *“Eu não fazi isso” ao invés de “eu não fiz isso”). Alguns dos erros que a criança faz nesse estágio são devidos à influência de sua primeira língua. Mas muitos erros são os mesmo erros que crianças monolíngues fazem quando elas aprendem aquela língua.

Ficção: Alguns mitos sobre o bilinguismo

#1. Bilinguismo causa atraso linguístico.

FALSO. Enquanto o vocabulário de uma criança bilíngue em cada língua individual pode ser menor que a media, seu vocabulário total (de ambas as línguas) será pelo menos do mesmo tamanho que uma criança monolíngue (10, 15). Crianças bilingues podem dizer suas primeiras palavras um pouco depois que crianças monolíngues, mais ainda dentro da média normal (entre 8-15 meses) (11). E quando crianças bilingues começam a produzir sentenças curtas, elas desenvolvem a gramática pelos mesmos padrões e linhas de tempo que crianças aprendendo uma língua (5). Bilinguismo por si só não causa atraso linguístico (10). Uma criança bilingue que está demonstrando atraso significante no marco da linguagem pode ter um distúrbio da linguagem e deve ser vista por um fonoaudiólogo.

#2. Quando as crianças misturam suas línguas isso significa que elas estão confusas e tendo problemas ao se tornarem bilingues.  

FALSO. Quando as crianças usam ambas as línguas dentro de uma mesma sentença ou conversa, acontece o que se conhece como “mistura de códigos” ou “mudança de códigos”. Exemplos de mistura de códigos de inglês-francês: “big bobo” (“bruise” or “cut”) ou “je veux aller manger tomato” (“I want to go eat..”) (10). Os pais algumas vezes se preocupam que essa mistura seja um sinal de atraso linguístico ou confusão. Entretanto, a mistura de códigos é uma parte natural do bilinguismo (17). Adultos bilingues proficientes misturam códigos quando eles conversam com outros bilingues e deve-se esperar que crianças bilingues misturem códigos quando falam com outros bilingues (5).     Muitos pesquisadores vêem a mudança de código com um sinal de proficiência bilingue. Por exemplo, crianças bilingues ajustam a quantidade de mudança de código que usam para se adaptar ao seu novo parceiro de conversa (alguém com quem nunca se encontraram antes que também faz mudança de código) (5).  Sugere-se também que crianças fazem mudança de código quando elas conhecem a palavra em uma língua mas não em outra. (13). Além disso, algumas vezes a mudança de código é usada para enfatizar alguma coisa, expressar emoção, ou para destacar o que outra pessoa disse em outra língua. Por exemplo, “ “Y luego él dijo STOP” (espanhol misturado com inglês: “E então ele disse STOP!”) (10). Portanto, a mudança de código é natural e deveria ser esperada de uma criança bilingue.

 #3. Uma pessoa não é verdadeiramente bilingue a menos que seja proficiente em ambas as línguas.

FALSO. É raro encontrar um indivíduo que é igualmente proficiente em ambas as línguas. (16). A maioria dos bilingues tem uma ‘língua dominante’, a língua de maior proficiência. A língua dominante é frequentemente influenciada pela língua majoritária da sociedade na qual o indivíduo vive (6). A língua dominante de um indivíduo pode mudar com idade, circunstâncias, educação, rede social, emprego e muitos outros fatores (16).

#4. Um individuo deve aprender uma segunda língua quando criança para se tornar bilingue.

FALSO. Existe uma teoria chamada “Período Crítico” que sugere que há uma janela de tempo (primeira infância) durante a qual a segunda língua e mais facilmente aprendida. Essa teoria tem levado muita gente a crer que é melhor aprender a segunda língua quando criança. Descobriu-se que crianças mais jovens conseguem uma pronúncia mais próxima da nativa do que outras crianças ou adultos aprendizes de uma segunda língua.  E eles parecem também conseguir melhores habilidades gramaticais que outros aprendizes (10).  Mas outras descobertas têm colocado a ideia de período crítico em questão. Por exemplo:

·         crianças mais velhas (em meados da escola elementar) tem mostrado ter vantagens quando aprendem o inglês acadêmico. A linguagem acadêmica se refere a vocabulário especializado, gramática e habilidade de conversação necessários para entender e aprender na escola (10). Isso é aparentemente mais fácil para crianças mais velhas porque elas aprendem a segunda língua com habilidades cognitivas mais avançadas que crianças mais jovens, e com mais experiência em escola e letramento (10).

·         crianças mais velhas e adultos parecem ter vantagens quando começam a aprender vocabulário e gramática (10, 16, 18).

Portanto, ao passo que crianças mais jovens parecem se tornar mais como falantes nativos a longo prazo, crianças mais velhas podem pegar vocabulário, gramática e linguagem acadêmica mais facilmente na fase inicial do aprendizado linguístico.

#5. Os pais devem adotar a abordagem ‘um pai uma língua’ quando expõem seus filhos a duas línguas.

FALSO. Alguns pais podem adotar essa abordagem ‘um pai uma língua’ onde cada pai fala uma língua diferente para a criança. Enquanto isso é uma opção para criar uma criança bilingue, não há evidência que sugira que esse é o único ou o melhor meio de criar uma criança bilingue, ou que isso reduza a mistura de códigos (10). Os pais não devem se preocupar se ambos falam suas línguas nativas ou se eles misturam línguas com seus filhos (19), uma vez que se reconhece que as crianças vão misturas suas línguas independentemente da abordagem de seus pais (10). Muitas abordagens podem levar ao bilinguismo. Os pais devem falar com seus filhos de uma maneira que seja natural e confortável para eles.

#6. Se você quer que seu filho fale a língua majoritária, você deve parar de falar a língua de casa com a criança.

FALSO. Alguns pais tentam falar a língua da maioria ao seu filho porque querem que seu filho aprenda essa língua, mesmo se eles mesmos não sejam fluentes na língua da maioria. Isso pode significar que conversas e interações não sejam naturais ou confortáveis entre pai e filho. Não há evidências de que o uso frequente da segunda língua em casa seja essencial para que uma criança aprenda uma segunda língua (10). Além disso, sem o conhecimento da língua materna de uma família, a criança pode ficar isolada dos membros da família que falam apenas a língua materna. Pesquisas mostram que as crianças que têm uma base sólida em sua língua natal mais facilmente aprendem uma segunda língua. As crianças também estão em grande risco de perder a sua língua natal, se não for usada continuamente em casa

Como apoiar sua criança bilíngue

Há muitas formas de apoiar o bilinguismo de uma criança:

  • Faça o que for confortável para você e sua família. Não tente falar uma língua com sua criança se você não se sente confortável ou fluente nesta língua.
  • Não se preocupe se sua criança mistura as duas línguas. Isso é uma parte normal de se tornar bilingue. Dê a suas crianças muitas oportunidade de ouvir, falar, brincar e interagir na sua língua maternal.
  • Se você achar que seu filho ou filha tem algum atraso linguístico, consulto um fonoaudiólogo para que obtenha conselhos sobre a melhor maneira de ajuda-lo/a a aprender mais de uma língua.
Referências (texto original em inglês)

1.     Statistics Canada (2007). 2006 Census: Immigration, citizenship, language, mobility and migration.  Available online: http://www.statcan.gc.ca/daily-quotidien/071204/dq071204a-eng.htm

2.     Toronto.ca. Toronto’s Racial Diversity. Available online: http://www.toronto.ca/toronto_facts/diversity.htm

3.     U.S. Department of Education, National Center for Education Statistics. Available online: http://nces.ed.gov/fastfacts/display.asp?id=96

4.     American Speech Language Hearing Association. The Advantages of Being Bilingual. Available online: http://www.asha.org/about/news/tipsheets/bilingual.htm

5.     Genesee, F. H. (2009). Early childhood bilingualism: Perils and possibilities. Journal of Applied Research on Learning, 2 (Special Issue), Article 2, pp. 1-21.

6.     Paradis, J. (2010). The interface between bilingual development and specific language impairment. Applied Psycholinguistics, 31, 227-252.

7.     Canadian Council on Learning (2008). Parlez-vous français? The advantages of bilingualism in Canada. Available online: http://www.ccl-cca.ca/pdfs/LessonsInLearning/Oct-16-08-The-advantages-of-bilingualism.pdf

8.     Poulin-Dubois, D., Blaye, A., Coutya, J & Bialystok, E. (2011). The effects of bilingualism on toddlers’ executive functioning. Journal of Experimental Child Psychology. 108 (3), 567-579

9.     Center for Applied Linguistics. Benefits of being bilingual. Available online: http://www.cal.org/earlylang/benefits/marcos.html

10.   Paradis, J., Genesee, F., & Crago, M. (2011). Dual Language Development and Disorders: A handbook on bilingualism & second language learning. Baltimore, MD: Paul H. Brookes Publishing.

11.   Meisel, J. (2004). The Bilingual Child. In T. Bhatia & W. Ritchie (Eds.), The Handbook of Bilingualism. pp 91-113. Blackwell Publishing Ltd.

12.   Genesee, F. (2009). Early Childhood Bilingualism: Perils and Possibilities. Journal of Applied Research in Learning, 2 (Special Issue), 2, 1-21.

13.   Genesee, F., & Nicoladis, E. (2006). Bilingual acquisition. In E. Hoff & M. Shatz (eds.), Handbook of Language Development. pp. 324-342. Oxford, Eng.: Blackwell.

14.   Tabors, P. (1997). One Child, Two Languages. Paul H Brookes Publishing.

15.   Pearson, B.Z., Fernandez, S.C., Lewedeg, V., & Oller, D.K. (1997). The relation of input factors to lexical learning by bilingual infants. Applied Psycholinguistics, 18, 41-58.

16.   Baker, C. & Prys Jones, S. (1998). The Encyclopedia of Bilingualism and Bilingual Education. Toronto, Ontario: Multilingual Matters Inc.

17.   Goldstein, B.  & Kohnert, K. (2005). Speech, language and hearing in developing bilingual children: Current findings and future directions. Language, Speech and Hearing Services in Schools, 36, 264-267.

18.   Flege, J.E. (1999). Age of Learning and Second Language Speech. In D. Birdsong (ed.), Second Language Acquisition and the Critical Period Hypothesis. pp. 101-131. Mahwah, NJ: Lawrence Erlbaum Associates, Inc.

19.   King, K. & Fogle, L. (2006).  Raising Bilingual Children: Common Parental Concerns and Current Research. Washington, DC: Center for Applied Linguistics. Retrieved October 24, 2011 from http://www.cal.org/resources/digest/digest_pdfs/RaiseBilingChildi.pdf

© Hanen Early language Program (Hanen Programa de Linguagem Precoce), 2016.
Este artigo não pode ser copiado ou reproduzido sem a permissão escrita do Hanen Centre®.

Sobre “The Hanen Centre” 

Fundando em 1975, The Hanen Centre is uma organização não lucrativa de caridade canadense com alcance global. Sua missão é prover pais, cuidadores, educadores da primeira infância e fonoaudiólogos com o conhecimento e treinamento necessários para ajudar crianças a desenvolverem suas melhores habilidades linguísticas, sociais e de letramento. Isto inclui crianças que tenham ou que estejam em risco de atraso linguístico, aquelas com desafios de desenvolvimento como autismo, e aquelas que estão se  desenvolvendo normalmente. 

Para mais informações, por favor visite www.hanen.org.

The Hanen Centre e uma Organização de Caridade Registrada (#11895 2357 RR0001)

Minilivros Coleção Dedinhos mágicos 1

Olá!

Voltamos da França com uma vontade grande de fazer livrinhos interativos com brincadeiras para nossos pequenos. Então aqui está o primeiro de uma coleção dedicada aos pequenos dedinhos mágicos que temos em casa ou na escola.

Este primeiro está em português mas já tem versão bilingue dele. No próximo post eu disponibilizo em francês e inglês.

Material necessário para interação

  1. guache
  2. Uma caneta ponta fina preta, ou pincel ponta fina preto o na cor que quiser.
  3. esponja cortada em cubos
  4. papel + impressão colorida
  5. Clica aqui pra ver exemplo.

Como fazer

  1. Imprima o livrinho
  2. recorte e dobre conforme o modelo na página de downloads.
  3. molhe as esponjas e esprema-as bem.
  4. coloque uma pequena quantidade de tinta nas cores desejadas em casa pedaço de esponja. Pressione um pouco para a tinta penetrar.
  5. Faça testes com seus pequenos em papeis em branco para aquecer para a brincadeira.
  6. Leia o livrinho e a cada página ajude seus pequenos a ilustrarem-as com a impressão de seus dedinhos para criar os passarinhos.
  7. É preciso deixar secar (seca rapidamente) antes de desenhar asas, bicos e perninhas dos pássaros com a caneta preta.
  8. Depois dá pra lavar as esponjinhas e reutilizar para uma próxima. Eu coloquei dentro do potinho de guache assim que a tinta acabou. Assim é só colocar uma colherzinha de guache dentro do potinho que ficou vazio com a esponjinha e deixar os pequenos criarem.
  9. Divirtam-se com a leitura.

Mostra pra mim?

Tira uma foto ou video e marca a gente nas redes sociais. @quemvailerpramim

Minibook- livrinho – Download

Coleção Minibook Dedinhos mágicos: passarinhos nos dedinhos.

Modelo que fizemos em casa (depois de muito treinar.  E treinar foi bem divertido) 🙂

Minilivro com ilustração em guache com dedinhos dos pequenos leitores
Minilivro com ilustração em pintura a dedo pelos pequenos leitores.

—-Essa ultima página tem o texto diferente no download que você fará. Então, ao invés de usar o dedinho para fazer outro passarinho, você vai ajudar seus pequenos a fazerem uma abelhinha e perguntar junto com a leitura do livro. Isso é um passarinho?

A minha pequena de dedinhos mágicos  que ainda vai fazer 2 anos até que se divertiu. Mas acredito que com crianças de 3 anos + funciona ainda melhor.

Um beijo

 

Les trois petits cochons | Os três porquinhos | Mini-book bilíngue

No post anterior eu prometi o mini-book com a historinha dos três porquinhos. Aqui está. Uma pequena adaptação mini livro os três porquinhospara pequenas mãos bilíngues em português e francês.

Aproveite sem moderação!

Visite o post anterior para baixar as imagens e fazer o fantoche de palitos para brincar ainda mais com essa classica historinha.

Para baixar o mini-book é só clicar aqui.

Eu incluí um QR-code na penultima página que leva até uma musiquinha para sobre a história. Mas está apenas em Francês.

E aqui você pode pegar a história em áudio em francês e inglês.

Voilà! Bom passeio!

Os três porquinhos para contar e brincar com fantoches de palito.

Se desejar comprar é só clicar aqui.

O livro

Os três porquinhos da editora Ciranda Cultural é uma pequena adaptação da historinha em seis páginas duras que tem feito muito sucesso aqui em casa com nossa pequena que logo fará 20 meses. Desde que tinha 12 meses que ela ouve essa historinha. Isso porque ela sempre pede mais e mais.

Há algum tempo passando por uma papelaria eu vi esses livros e resolvi levar para casa. Hoje vejo que na Amazon.br está ainda mais barato, e que existem outros bem interessantes com atividades em adesivo que as crianças normalmente adoram.

Curiosidades para os mais velhos

A história original não tem nada de graciosa e romântica como você já deve saber ou imaginar. Mas nada que a criatividade não tenha transformado em uma bela versão infantil que se pode contar sem medo algum de ferir a doce imaginação de nossos pequenos. Depois de adulto é sempre interessante continuar lendo e os originais são estimulantes.

A Contação

Você sabe ler uma historinha para uma criança? Se você lê deixando a criança ouvir, observar as imagens, tocar e reagir, você está fazendo bem feito. Nenhuma criança vai gostar de apenas sentar e ouvir uma leitura corrida, né? Então, conte e reconte e faça isso do jeito mais dramático possível.

A brincadeira

A brincadeira é muito simples. A sugestão de hoje é um teatrinho de fantoches que pode ser feito com um teatrinho mesmo (num básico DIY) ou apenas com os fantoches. Aqui nós fizemos um teatrinho com uma caixa em que veio um joguinho de cozinha. Viramos a caixa.  Cortamos, pintamos, fizemos as cortinas e tecido mesmo, incluímos uma outra cortina branca para usarmos também num teatrinho de sombras e voilà! Não sei se nas fotos ao lado vai ser possível ver bem isso.

Detalhe

O diferencial nesses fantoches para o teatrinho é que eu criei uma base para os ir fixando na medida em que eles vão aparecendo na historinha. Assim não preciso tirar e colocar novamente (somente os que não vão permanecer no palco). A base eu fiz com um pedaço de rolo de piscina. Pode ser feita também com isopor. O importante é que seja possível enfiar os fantoches (de palitos) alí e que tudo seja feito preferencialmente com material reutilizado.

Os fantoches de palito

Os fantoches de palitos eu fiz não com palitos mas com aqueles arames que usam nas padarias para fechar sacolas de plástico. Eu sempre guardo aquilo. Ficou perfeito porque são flexíveis e assim já aproveitei para guardar numa latinha de menthos e levar com ela em sua busy bag de viagens.

A grande sacada

A primeira vez que contei a historinha eu fiz com ela sentadinha só olhando e participando de longe. Depois eu pedi para ela me contar a historinha. Foi então que me surpreendi ao ver que ela apesar de não falar ainda sabe muito bem contar uma historia. Ela foi capaz de pegar os personagens na sequência, balbuciar algumas coisas e ainda soprar com o lobo. Isso sem que eu interferisse. Uma pena que eu não tenha ninguém em casa comigo a tarde para filmar tudo isso.

A imagens para os fantoches

Os três porquinhos imagem para fantoche de palito
Clique na imagem para baixá-la.

As imagens dos três porquinhos eu achei num google search mesmo. Já não lembro onde, mas aqui estão as imagens e o link. Acho que foi em alguma lojinha da Elo7.

É isso! Um grande abraço e obrigada pela visita. Se fizer algo sugerido aqui manda fotinha para eu postar no instagran do blog ou posta na rede com a tag #quemvailerpramim.

Um beijos

5 melhores blogs sobre literatura infantil

Selecionei hoje 5 blogs para quem gosta e se interessa em literatura infantil e quer construir a biblioteca pessoal dos pequenos leitores.

Ler é bom e isso parece que todo mundo sabe; mas escolher um livro infantil nem sempre é fácil. Por isso mesmo há um crescente número de clubes de livros infantis e de blogs que se dedicam a apresentar livros, resenhas e ofertas de livros para crianças. Bons livros não faltam e temos muita gente boa falando de literatura infantil por aí.

Vamos à seleção.

  1. A Cigarra e a formiga:

    Esse é sem dúvida o melhor deles. A blogueira e jornalista que comanda o blog é simplesmente fantástica em suas indicações. Além de gentil e bem humorada ela é realmente dedicada ao que faz. Ela mantem um canal no youtube que segue a mesma lingua do blog e que tem uma qualidade incrível e apresentação de quem sabe o que está fazendo. Eu mesma já comprei alguns livros indicados por ela.  O grande diferencial dela é que ela e os filhos realmente leem o que compartilham com a gente. Não são livros comerciais apenas, são livros aprovados pelos seus pequenos leitures.

  2. Kids indoors

    O segundo melhor e com muita coisa além de literatura infantil. Também administrado por duas jornalistas, esse blog traz muitas novidades em literatura infantil pra quem gosta de ler com os pequenos.

  3. Estante de letrinhas

    Esse blog é bem diferente dos dois primeiros. A proposta é aparentemente mais jornalistica (até porque está dentro do Estadão) e por isso mesmo traz outras oportunidades de pensar o próximo livro.

  4. A Taba

    É um blog empresarial de uma curadoria de livros infantis. Parece com a proposta do Leiturinha (que você já deve conhecer) mas é um pouco diferente. A curadoria do A Taba se compromete mesmo em enviar para você livros que vão fazer diferença na construção de seu pequeno leitor. Para quem não tem lá muita paciência de ir à busca do próximo livro, esse tipo de clube só ajuda. O blog é bem completo também.

  5. Blog do livrinho

    Por último mas não menos interessante é o blog da Fafá. Ela é atriz e conta histórias que encantam. O trabalho dela vem se revelando um dos melhores na arte de contação de histórias. Há muitas indicações de leituras lá também.

É isso! Quem vai ler pra mim?

E a Amazônia, como vai? + Mini-book Amazônia

Macaco, onça, bicho-preguiça, tamanduás, cobras, araras, boto cor-de-rosa e os povos da floresta. Tudo isso habita nosso imaginário quando pensamos em Amazônia. A dica de hoje são livros que falam sobre animais, indios e nossa floresta para crianças e adultos apreciarem, respeitarem e agirem para sua preservação.

Há uma semana estivesmos em Manaus para matar saudades de amigos e parentes. Como sempre foi ótimo. Encontramos pessoas incríveis. Nossa pequena de 21 meses teve tempo e espaço de sobra para correr com os primos e primas e para ter momentos memoráveis ao ar livre. Além de poder comer da melhor comida regional, a comida da vovó.

A Amazônia é um lugar fantástico de muitas maneiras. Nossa viagem a Manaus não mostrou nem um pingo d’água no rio Amazonas sobre o que é a Amazônia brasileira. Manaus é uma cidade mista de urbanidade e floresta. O povo também se faz assim, uma mistura de gente de fora com gente de dentro, cujos costumes se abraçam e embarassam. Manaus, como toda capital, é só um compacto  cultural e representa pouco, muito pouco do que o Amazônas é na Amazônia.

Se viajarmos para o Pará e visitamos Belém, por exemplo, veremos outro tanto de Amazônia compactada entre os prédios e muros da cidade. Muita coisa linda em pequenas amostras. Música, dança, culinária…

A Amazônia é um mundo de coisas. Há a Amazônia brasileira, a venezuelana, a peruana, colombiana… A Amazônia é hoje classificada como uma das 7 maravilhas da natureza do mundo moderno.

Sendo assim, por que esperar o dia do índio para falar de Amazônia? Acho que nossas crianças merecem saber o que precisamos preservar em nosso planeta.

Os livros

Literatura infantilkabé DerebuA sugestão de hoje é a leitura dos livros Um Passeio na Floresta Amazônica e Kabá Darebu. São livros feitos para crianças pequenas (com leitura compartilhada, guiada por um adulto enriquecedor) e para crianças maiores. A leitura é válida e os outores tem vivências bem diferenciadas sobre o que é a Amazônia. Um é americano e outro um indígena brasileiro do Pará. Não é demais?

A ideia

É simples. É sentar junto para uma leitura recheada de curiosidades e descobertas. Explorar texto e imagens e imaginação. Depois disso a ideia é usar massa de modelar e deixar que a criança crie sua pequena floresta. Se for bem pequenina, você pode fazer os animais da floresta com ela enquanto ela vai imitando os sons. Vai ser um curioso passa-tempo. 🙂

Mini-books ou apenas minilivros

 

Esses mini-books estão bem fofos. Como já dito em outros posts os mini-books nada mais são que uma forma de criar leitura rápida e criativa com as crianças.

Seja após a leitura de um livro com tema em comum, seja numa visita a um médico, na espera pela comidinha em um restaurante, numa viagem longa de avião ou trem (como é o nosso caso quase sempre). Os mini-livros sempre ajudam.

Então vamos a eles:

  1. Amazônia mini-livro Porutuguês-English.
  2. Amazônia – petit-livre português-français.
  3. O boto cor-de-rosa para colorir | pt-en
  4. Le dauphin rose para colorir – petit-livre Pt-Fr
  5. O boto cor-de-rosa para colorir pt-en
  6. Atividade de adesivos e números com o boto
  7. Dauphin rose d’Amazonie – montessori

Espero que gostem. Se usarem de verdade e puderem me enviar fotos ou videos para postar aqui e na nossa página no face eu vou agradecer muito. <3

 

O que já tem por aí

Os mini-books já estão vindo com QR codes para serem acessados pelos pais durante as leituras e interações compartilhadas. É preciso baixar o leitor de código QR gratuito em sua loja no celular, google play, windows, itunes…todos tem.

É isso! Quem vai ler pa mim?

Os livros citados estão a vendo online na Amazon.br, mas você certamente os encontra aí por perto em alguma livraria. Eu anuncio a Amazon.br porque é com ela que eu consigo algum din-din para investir nesse tempinho editando imagens e elaborando livrinhos pra gente. Um beijo